Page 20 - Abrasca Anuário Estatístico 2018
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    Retrospectiva Retrospective
      Economia brasileira volta a crescer em 2018
Q ueda da taxa básica de juros, inflação sob controle, menor grau de endividamento dos consumidores e melhoria no mercado de trabalho indicam perspectivas positivas para a
economia brasileira em 2018. O cenário seria ainda mais promissor sem as eleições que ocorrerão em outubro e a difícil situação fiscal que o país atravessa.
Ainda assim, os economistas projetam, para este ano, crescimento entre 2,5% a 3% para o Produto Interno Bruto (PIB), que fechou 2017 com alta de 1%, contra -3,6% em 2016. Em valores correntes, o total de bens produzidos no país no ano passado somou R$ 6.559,9 bilhões. A taxa de investimento caiu para 15,6% contra 16,4% em 2016, já a taxa de poupança subiu ligeiramente de 14,4% para 14,8%. O PIB per capita, por sua vez apresentou alta real de 0,2%, alcançando R$ 31.587. Este indicador, calculado pelo IBGE, é definido como a divisão do valor corrente do PIB pela população residente no país.
DESEMPENHO SETORIAL
A alta de 1% do PIB no ano passado refletiu fortemente o desempenho da agropecuária, que registrou alta de 13%, seguida pelo setor de serviços (0,3%), enquanto a atividade industrial se manteve estável. A alta na agropecuária decorreu, principalmente, da agricultura, com destaque para as lavouras do milho (55,2%) e da soja (19,4%).
Na indústria, o destaque foi para a alta na atividade da indústria extrativa, que teve aumento de 4,3%, enquanto o segmento de construção registrou queda de 5,0%. Os segmentos de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e a indústria de transformação avançaram 0,9% e 1,7%, respectivamente.
Entre as atividades que compõem o setor de serviços, o destaque foi para o comércio, cuja atividade apresentou alta de 1,8%, seguido pelo seguimento imobiliário (1,1%), transporte, armazenagem e correio (0,9%) e outras atividades de serviços (0,4%). Os resultados negativos ficaram nos setores financeiro, seguros e serviços relacionados (-1,3%), informação e comunicação (-1,1%) e administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-0,6%).
De acordo com os dados do IBGE, a formação bruta de capital fixo recuou 1,8%, puxada pela queda da construção e pela redução de 0,6% nas despesas de consumo do governo. Já as despesas de consumo das famílias em 2017 subiram 1,0%, em função da melhoria dos indicadores de inflação, juros, crédito, emprego e renda.
No setor externo, as exportações de bens e serviços cresceram 5,2%, contra 1,9% em 2016. As importações em 2017 aumentaram
 Brazilian economy continues to grow in 2018
The fall in the basic interest rate, inflation under control, a lower level of consumer indebtedness and an improvement in the labor market indicate a positive outlook for the Brazilian economy in 2018. The scenario would be even more promising without the October elections and the difficult fiscal situation that the country is going through.
Economists are projecting growth for this year from 2.5% to 3% for the Gross Domestic Product (GDP), which closed 2017 with an increase of 1%, compared to -3.6% in 2016. In current values, the total of goods produced in the country last year totaled R$ 6,559.9 billion. The investment rate dropped to 15.6% from 16.4% in 2016, while the savings rate rose slightly from 14.4% to 14.8%. The GDP per capita, in turn, has shown a real increase of 0.2%, reaching R$ 31,587. This indicator, calculated by the IBGE \[the Brazilian Institute of Geography and Statistics\], is defined as the division of the current GDP value by the population resident in the country.
SECTORAL PERFORMANCE
The 1% increase in GDP last year strongly
reflected the performance of farming, which registered a 13% increase, followed by the service sector (0.3%), while industrial activity remained stable. The increase in farming was mainly due to agriculture, with special emphasis on corn (55.2%) and soybean (19.4%) crops.
In industry, the highlight was the increase in the activity of the extractive industry, which increased by 4.3%, while the construction segment recorded a fall of 5.0%. The segments of electricity, gas, water, sewage and waste management activities and the manufacturing industry advanced by 0.9% and 1.7%, respectively.
Among the activities that comprise the services sector, the highlight was commerce, whose activity increased 1.8%, followed by real estate (1.1%), transport, warehousing and mail (0.9%) and other service activities (0.4%). The negative results were in the financial, insurance and related services sectors (-1.3%), information and communication (-1.1%) and administration, defense, public health and education and social security (-0.6%).
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