Page 55 - Abrasca Anuário Estatístico 2018
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    Desempenho setorial Sectorial performance
      PETRÓLEO E GÁS, PETROQUÍMICA, EMBALAGEM E PLÁSTICO
Tempos melhores para o setor
Um dos pontos que marcou o setor em 2017 foi a alta do preço do petróleo, que fechou o ano na média de US$ 54,2 o barril, valor que, na avaliação dos analistas, deve
se manter em 2018, com base no acordo firmada pela OPE para reduzir a oferta. Além desta questão, outros assuntos movimentaram o setor em 2017.
Entre eles, o fim da regra que dava exclusividade à Petrobras na exploração do pré-sal, a flexibilização das regras de conteúdo local e a criação de um calendário para os leilões. Aliás, no ano passado, o governo arrecadou cerca de R$ 10 bilhões em bônus de assinatura nas rodadas da Agência Nacional do Petróleo – ANP, o que traz certo otimismo para os leilões que serão realizados em 2018.
Os especialistas estão otimistas com as perspectivas da Petrobras. Citam como pontos favoráveis o programa de desinvestimento da empresa, abertura do capital da BR Distribuidora e continuidade da política de reajustes de preços, em linha com o mercado internacional. Ressaltam, porém que a Petrobras é bastante sensível ao noticiário político e, portanto, a corrida eleitoral deve elevar, em muito, a volatilidade de suas ações.
Para os segmentos de gás, química e petroquímica as expectativas também são positivas. O crescimento da atividade econômica deverá alavancar os negócios das empresas que atuam no setor.
Com este cenário mais favorável, as 11 companhias que formam o setor na B3 fecharam 2017 com lucro líquido de R$ 6,7 bilhões, revertendo o prejuízo de R$ 15,4 bilhões registrado em 2016. A receita líquida e vendas subiu 0,34% ao totalizar R$ 448,6 bilhões e o Ebit registrou o expressivo aumento de 93,2% ao somar R$ 56,7 bilhões.
 Petróleo e gás, petroquímica e plástico     Oil and gas and derivates
    * 01 empresa não publicou as DFs do período 2017.
* 01 company did not publish the Financial Statements for the year 2017.
2016 (R$ 1.000)
Oil and gas and derivates
Better times for the industry
One of the points that marked the sector in 2017 was the hike in the price of oil, which ended the year at US$54.2 a barrel, which, in the assessment of analysts, should remain stable in 2018, based on the agreement signed by OPE to reduce supply. Besides this issue, other matters impacted the sector in 2017.
Among them, the end of the rule giving exclusivity to Petrobras in the exploration of the pre-salt layer, the easing of local content rules and the creation of a timetable for auctions. In fact, last year the government levied around R$10 billion in signature bonus in the National Petroleum Agency – ANP rounds, bringing optimism to the auctions to be held in 2018.
Experts are optimistic about the prospects for Petrobras. The favorable points they mention are the company’s divestment program, BR Distribuidora going public and the continued policy of price adjustments, in line with the international market. However, they underscore that Petrobras is very sensitive to political news and so the electoral race will most likely increase the volatility of the company’s shares.
With this favorable scenario, the 11 companies that make up the sector on B3 ended 2017 with net income of R$6.7 billion, reversing the losses of R$15.4 billion recorded in 2016. Net earnings and sales climbed 0.34% at R$448.6 billion and Ebit recorded a significant increase of 93.2% at R$56.7 billion.
Var. Real %   Actual Var. %
 1.004.747.915
2017 (R$ 1.000)
   Ativo total Total assets
1.008.706.030
0,38%
    Patrimônio líquido Net worth
286.992.845
313.319.575
8,90%
    Receita líquida   Net revenue
447.040.672
0,34%
   28.963.750
70.737.991
448.606.687
  LAJIR EBIT
56.794.905
93,25%
    Lucro / Prejuízo   Net profit (-loss)
-15.492.452
6.773.257
-139,48%
     Capital de giro   Working capital
86.944.788
22,24%
     Giro do ativo Asset turnover
0,44
0,44
-
    Grau de endividamento   Debt to equity ratio
2,50
2,22
-
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