Page 88 - Abrasca Anuário Estatístico 2018
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    Emprego Employment
      Novas contratações continuam em ritmo lento
A pesar da retomada do nível de atividade econômica, a taxa de desemprego no país, em 2017, chegou a 12,7%, a mais elevada da série histórica, iniciada em 2012 pelo IBGE. O resultado foi
superior a média de 11,5% de 2016. Este cenário de retração prosseguiu em 2018. No primeiro trimestre, a taxa de desocupação atingiu 13,1%, o que corresponde a 13,7 milhões de pessoas sem emprego no país.
Nas companhias abertas o quadro foi um pouco diferente. No final do ano passado, 3,07 milhões de pessoas trabalhavam nas 271 companhias abertas pesquisadas pela equipe do Anuário, o que representou uma queda de 4%, inferior, no entanto, ao recuo de 5,6% na comparação 2016/15. Dos 22 setores de atividades que operam essas companhias, 12 reduziram o quadro de funcionários contra 15 em 2016.
Os segmentos que apresentaram os maiores percentuais de dispensa de trabalhadores foram: Construção Civil e Mercado Imobiliário (-22,09%), Lazer e Turismo (-17,86%), Atacado e Varejo (-12,02%). Os setores que mais contrataram foram o de Serviços Financeiros (16,56,%), Serviços Médico-Hospitalares (8,64%), Holdings (8,04%), Papel e Celulose (4,3%) e Açúcar e Álcool(3,21%).
AS VARIAÇÕES POSITIVAS
O desempenho do setor Financeiro foi influenciado pela BB Seguridade, que aumentou de 11 para 174 o número de funcionários contratados com incorporação de 163 profissionais cedidos pelo Banco do Brasil. Outro aumento expressivo foi na B3 (ex-BM&FBovespa), cujo número de empregados pulou de 1.401 para 1.923 com a incorporação da Cetip, em março de 2017.
O segundo melhor desempenho foi o do setor de Serviços Médico- Hospitalares, que fechou 2017 com 52.025 funcionários, um aumento de 8,6% em relação a 2016. Grande parte desta alta foi reflexo da Diagnósticos da América (Dasa), que aumentou em 15,4% o número de empregados em 2017. O segmento também foi influenciado pelo aumento de 22% da Ouro Fino e da Odontoprev, 5%.
Vale destacar ainda o setor de Papel e Celulose, que registrou crescimento de 4,3%. Este resultado foi influenciado pela Duratex que fechou o ano com 12.390 funcionários, um aumento de 11,49%. Em segundo lugar aparece a Fibria com alta de 18,58% em função da incorporação da Suzano. Em terceiro lugar figura a Klabin, que aumentou o número de empregados em 5,47%.
New hires continue at slow pace
Despite the resumption of the level of economic activity, the unemployment rate in the country in 2017 reached 12.7%, the highest in the historical series, started in 2012 by IBGE. The result was higher than the average of 11.5% in 2016. This downturn scenario has continued in 2018. In the first quarter, the unemployment rate reached 13.1%, which corresponds to 13.7 million people without jobs in the country.
In public companies the picture was a bit different. At the end of last year, 3.07 million people worked in the 271 listed companies surveyed by the Yearbook team, which represented a 4% drop, lower, however, than the 5.6% drop in the comparison between 2016 and 2015. Of the 22 activity industries that these companies operate, 12 have reduced the number of employees, in contrast with the 15 in 2016.
The segments that presented the highest percentages of employee discharge were: Civil Construction and Real Estate Market (-22.09%), Leisure and Tourism (-17.86%), Wholesale and Retail (-12.02%). The industries that hired the most were Financial Services (16.56%), Medical-Hospital Services (8.64%), Holdings (8.04%), Paper and Pulp (4.3%) and Sugar and Alcohol (3.21%).
POSITIVE VARIATIONS
The performance of the Financial industry
was influenced by BB Seguridade, whose number of hired employees increased from 11 to 174, with the merger of 163 professionals assigned by Banco do Brasil. Another significant increase was in B3 (former BM & FBovespa), whose number of employees jumped from 1,401 to 1,923 with the merger of Cetip in March 2017.
The second best performance was the Medical- Hospital Services industry, which closed 2017 with 52,025 employees, an increase of 8.6% compared to 2016. Much of this increase was a reflection of the Diagnósticos da América (Dasa), which increased by 15.4% the number of employees in 2017. The segment was also affected by the 22% growth of Ouro Fino and 5% increase of Odontoprev.
The Pulp and Paper industry is also worth mentioning, as it registered a 4.3% growth. This result was affected by Duratex, which closed the year with 12,390 employees, a 11.49% increase. Fibria appears in the second place with a 18.58% growth due to the merger of Suzano. Klabin appears in the third place, whose number of employees increased by 5.47%.
NEGATIVE VARIATIONS
The Civil Construction and Real Estate
Market sector, affected by the economic crisis,
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